Portal de Notícias do Oeste do Paranásexta-feira, 23 de outubro de 2026
Segurança

Padrasto de criança agredida em Palotina permanece preso pela Justiça

Um homem de 27 anos teve sua prisão em flagrante convertida em prisão preventiva após agredir enteada de 2 anos em Palotina. A criança chegou ao CMEI com ferimentos visíveis e manchas de sangue.

Redação Conexão Oeste
Padrasto de criança agredida em Palotina permanece preso pela Justiça

Decisão judicial mantém prisão de padrasto acusado de maus-tratos

O Tribunal de Justiça do Paraná decidiu manter na cadeia um homem de 27 anos preso por agredir a enteada, uma criança de apenas 2 anos. O caso ocorreu em Palotina, no Oeste paranaense, e levou a Justiça a converter o flagrante em prisão preventiva.

De acordo com investigações da Polícia Civil, a criança apresentava hematomas no rosto, lábios, orelhas e inchaço no nariz quando chegou ao Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI). Seu uniforme escolar estava manchado de sangue, o que alertou funcionários da instituição para possíveis abusos.

Como a agressão foi descoberta

O padrasto era responsável por levar a menina até o transporte escolar enquanto a mãe trabalhava. Ao perceber os sinais de violência, colaboradores do CMEI acionaram a Polícia Militar, que prendeu o suspeito em casa no dia 20 de fevereiro. A criança passou por avaliação médica imediata.

Conforme relato do delegado Antonio Laercio Sousa, a mãe da vítima desconhecia os maus-tratos. Não era a primeira vez que a criança chegava ferida à escola: aproximadamente 20 a 30 dias antes, ela apresentou um corte no queixo que precisou de pontos.

Versões contraditórias do acusado

Quando interrogado sobre os ferimentos anteriores, o padrasto ofereceu explicações inconsistentes. Em um momento, alegou que a criança havia caído sobre uma mesa de mármore; em outro, afirmou que havia caído no chão. No dia da prisão, negou ter entregado a menina ferida ao motorista e à monitora da van, mas ambos desmentiriam sua versão posteriormente.

A monitora do transporte informou que notou um hematoma próximo aos olhos da criança durante o trajeto. Os demais ferimentos foram identificados somente quando a menina chegou à creche.

Investigação pode levar a acusação mais grave

Aguardando os resultados dos laudos médicos, a Polícia Civil estuda a possibilidade de qualificar o caso como tortura-castigo, crime que prevê penas mais severas que os maus-tratos simples. O delegado explicou que a quantidade e extensão das lesões encontradas serão determinantes para a classificação final do delito.

A decisão do Tribunal de Justiça considerou a gravidade dos fatos, a necessidade de garantir a ordem pública e os riscos de obstrução das investigações. A menina segue sob cuidados enquanto prosseguem as apurações.

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Com informações de G1 Paraná

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