Portal de Notícias do Oeste do Paranásexta-feira, 23 de outubro de 2026
Segurança

Câmera escondida em banheiro de escola cívico-militar gera protestos e investigação

Alunas descobriram equipamento de monitoramento instalado no banheiro feminino de colégio em Cambé. Direção afirma que câmeras captavam apenas entradas, mas polícia instaurou inquérito para apurar os fatos.

Redação Conexão Oeste
Câmera escondida em banheiro de escola cívico-militar gera protestos e investigação

Descoberta causa mobilização de estudantes

A instalação de uma câmera de vigilância em local considerado privado desencadeou uma série de protestos em um colégio cívico-militar no município de Cambé, na região Norte do Paraná. A descoberta ocorreu quando uma aluna, ao notar um aparelho emitindo luz vermelha fixado na parede do banheiro feminino, resolveu investigar de perto e identificou um dispositivo de gravação camuflado.

Após a identificação do equipamento na segunda-feira, estudantes se mobilizaram no dia seguinte para cobrar explicações da instituição sobre a presença de câmeras em áreas consideradas íntimas e de circulação restrita.

Versão conflitante sobre o equipamento

Segundo relatos colhidos em boletim de ocorrência, as jovens afirmam estar cientes da existência do equipamento há aproximadamente três anos. Na ocasião, a administração escolar teria informado que se tratava simplesmente de um sensor de detecção de fumaça, destinado a inibir o consumo de cigarros no local.

As alunas denunciaram que, em situações recentes, utilizaram o espaço comum do banheiro para se despir antes de atividades de fotografias, permanecendo vulneráveis a registro de imagens sem qualquer consentimento prévio.

Representantes da escola justificam que os dispositivos de monitoramento estavam posicionados apenas nas entradas dos banheiros masculino e feminino, sem captar áreas de uso específico dos alunos. A instituição ressalta que um estudante acessou indevidamente a sala de vigilância dos militares e registrou imagens do sistema sem autorização.

Providências de órgãos responsáveis

A Secretaria Estadual de Educação declarou que os equipamentos já foram removidos das instalações e que não há armazenamento de imagens relacionadas aos aparelhos. Um núcleo técnico será deslocado para realizar inspeção presencial e avaliar os próximos procedimentos necessários.

A delegacia de polícia instaurou processo investigatório para examinar todos os fatos envolvidos no caso. A instituição reafirma compromisso com a proteção, dignidade e privacidade de seus alunos em qualquer situação de monitoramento nas dependências escolares.

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Com informações de G1 Paraná

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