Portal de Notícias do Oeste do Paranáquinta-feira, 6 de agosto de 2026
Segurança

Mulher agredida faz sinal de socorro e consegue ajuda de testemunhas em Pitanga

Uma mulher vítima de violência doméstica em Pitanga conseguiu se comunicar silenciosamente com testemunhas usando o gesto universal de socorro. O agressor foi preso, mas liberado no dia seguinte pela Justiça.

Redação Conexão Oeste
Mulher agredida faz sinal de socorro e consegue ajuda de testemunhas em Pitanga

Gesto de socorro salva mulher agredida no centro do estado

Um caso de violência doméstica em Pitanga ganhou repercussão após a vítima conseguir escapar da situação utilizando um gesto silencioso conhecido como sinal universal de socorro. O episódio ocorreu na tarde de segunda-feira (3) e foi registrado por câmeras de segurança da região.

Conforme relatado à polícia, a mulher teve sua residência invadida pelo ex-companheiro, que a agrediu com socos, chutes e golpes com um cabo de vassoura. Após os ataques iniciais, ele a obrigou a sair de casa e a acompanhar até a residência do seu namorado atual, com a intenção de "tirar satisfações" com ele.

Como funciona o sinal de socorro

Durante o trajeto entre os dois endereços, a vítima lembrou de um recurso importante para comunicar perigo de forma discreta. O gesto consiste em deixar a mão com a palma voltada para frente, dobrar o polegar para dentro e fechar os demais dedos sobre ele. O objetivo é que pessoas que vejam o gesto entendam que há uma situação de violência em curso e ofereçam ajuda, sem alertar o agressor.

Testemunhas acionam polícia

Passantes que trafegavam pela rua perceberam o sinal e imediatamente pararam para verificar a situação. Ao notar marcas de agressão evidentes no corpo da mulher, as testemunhas questionaram o casal. A vítima pediu para que a polícia fosse acionada, entrando no veículo dos socorristas enquanto o homem tentava acompanhá-la.

Ambos foram levados até a Companhia da Polícia Militar de Pitanga, onde os agentes identificaram um caso de lesão corporal dentro do contexto de violência doméstica e familiar. O suspeito foi preso, enquanto a vítima recebeu atendimento médico hospitalar.

Liberação pela Justiça gera críticas

Na audiência de custódia realizada na terça-feira (4), a Justiça decidiu liberar o agressor sem a necessidade de pagamento de fiança. Conforme informado pelo Ministério Público, a decisão considerou as medidas cautelares impostas como suficientes para o caso.

Um ponto que chamou atenção foi a ausência de uma medida que proíba o agressor de manter contato ou se aproximar da vítima. O Ministério Público justificou que a própria vítima não demonstrou interesse nessa restrição naquele momento, e que não havia elementos concretos que justificassem sua imposição.

O suspeito permanece não identificado pela polícia. Quando questionado sobre os fatos, ele alegou que ocorreu uma discussão e afirmou que as agressões foram mútuas.

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Com informações de G1 Paraná

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