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Segurança

Um ano após morte de cobradores em Icaraíma, família mantém esperança em justiça divina

Completou um ano do desaparecimento de quatro cobradores de dívida em Icaraíma. A esposa de uma das vítimas expressa descrença na justiça terrena e lamenta que filho não terá memórias do pai.

Redação Conexão Oeste
Um ano após morte de cobradores em Icaraíma, família mantém esperança em justiça divina

Caso que marcou o Paraná completa 12 meses sem solução

Transcorreu um ano desde que quatro profissionais de cobrança desapareceram enquanto realizavam trabalho em Icaraíma, região norte do Paraná. O episódio que chocou a população continua gerando reflexões sobre segurança e justiça no estado.

Os homens saíram de São José do Rio Preto (SP) no dia 4 de agosto de 2024, contratados para cobrar uma dívida de R$ 255 mil relacionada à venda de propriedade rural. Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi, Diego Henrique Afonso e Alencar Gonçalves de Souza seguiram para o Paraná e nunca mais retornaram às suas casas.

Corpos encontrados após quase dois meses

O desaparecimento foi registrado em 5 de agosto, quando os quatro ficaram incomunicáveis. Quarenta e quatro dias depois, em 18 de setembro, os corpos foram localizados enterrados em propriedade rural de Icaraíma, apresentando marcas de disparos de arma de fogo. O veículo utilizado na viagem foi descoberto enterrado em um bunker, coberto por lona.

Conforme revelado pela investigação, cada vítima recebeu múltiplos tiros: um dos cobradores levou sete disparos, outro nove, um terceiro recebeu seis projéteis e o quarto foi atingido uma vez na cabeça.

Suspeitos seguem foragidos há um ano

Antônio Buscariollo, 67 anos, e seu filho Paulo Ricardo Costa Buscariollo, 23, são apontados como os principais suspeitos. Ambos desapareceram após prestar depoimento na delegacia e atualmente integram a lista da Difusão Vermelha da Interpol, com mandados de prisão temporária por homicídio.

Investigações indicam possível envolvimento de outras pessoas no crime. Delegados apontam que a propriedade onde os corpos foram enterrados localiza-se em região conhecida por atividades ilícitas de tráfico e contrabando, sugerindo conexões mais amplas.

Viúva clama por justiça divina

Em entrevista realizada nesta semana, Denise Cristina Pereira, esposa de Robishley, expressou ceticismo quanto à capacidade das autoridades em localizar e prender os responsáveis. A mulher, que vive em Olímpia (SP), afirma depositar esperança apenas na justiça divina, criticando o que considera como falhas do sistema judiciário terreno.

O testemunho de Denise é marcado pela dor de criar sozinha um filho que tinha apenas sete meses quando o pai desapareceu. A criança nunca terá oportunidade de conhecer o rosto, a voz ou as ações do pai biológico, circunstância que a viúva identifica como seu maior sofrimento.

Investigação prossegue em sigilo

A Polícia Civil do Paraná mantém o caso sob investigação ativa. Delegados afirmam estar analisando evidências coletadas pela Polícia Científica, embora detalhes permaneçam restritos aos autos. Em desenvolvimento paralelo, dois agentes policiais civis foram alvo de buscas suspeitos de facilitar a fuga dos investigados.

Representantes da instituição asseguram aos familiares que continuam trabalhando para identificar e responsabilizar todos os envolvidos, pedindo paciência enquanto o processo segue seu curso.

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Com informações de G1 Paraná

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