Tragédia em Candói: família inteira morre em colisão causada por motorista bêbado na BR-373
Um casal com três filhos perdeu a vida em acidente de trânsito causado por motorista embriagado na BR-373, em Candói. O responsável pela colisão, que não possuía carteira de habilitação, foi preso.

Cinco vidas perdidas em acidente na região central do Paraná
A região central do Paraná foi palco de uma tragédia que enlutou famílias e comoveu comunidades. Na noite do último domingo (25), um acidente de trânsito na BR-373, em Candói, resultou na morte de cinco pessoas: um casal e seus três filhos. A colisão frontal envolveu uma caminhonete conduzida por um jovem de 18 anos que estava dirigindo sob efeito de álcool.
Vítimas e circunstâncias do acidente
As vítimas foram identificadas como Ronaldo Turok, de 29 anos, e Camila Prado de Almeida, de 25 anos. Junto com eles, faleceram seus três filhos: os gêmeos Anthony e Matteo Prado Turok, com apenas 9 meses de vida, e Isis Almeida de Oliveira, de 6 anos, filha de Camila.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o motorista da caminhonete colidiu de frente com o veículo da família. Três vítimas morreram ainda no local do acidente, enquanto o pai e um dos bebês foram socorridos com vida, mas não resistiram aos ferimentos durante o atendimento hospitalar.
Motorista preso com múltiplas irregularidades
O condutor responsável pela tragédia, Kauan Junior Batista dos Santos, foi preso sob acusação de dirigir embriagado, não possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e evadir-se do local do acidente. Após a colisão, ele deixou seu próprio tio, de 54 anos, ferido no local e procurou atendimento médico em Candói.
A PRF localizou o suspeito na unidade hospitalar e realizou o teste do bafômetro, que registrou 0,54 mg de álcool por litro de ar expelido. Este resultado ultrapassa significativamente o limite permitido pela legislação brasileira, caracterizando crime de trânsito. Para efeito de comparação, o Código de Trânsito Brasileiro estabelece como limite seguro 0,04 mg/l.
Desespero e clamor por justiça
Fábio Júnior Prado Almeida, irmão de Camila, expressou o sentimento devastador que toma conta da família. "Tristeza, angústia, raiva... É um sentimento que não tem explicação. Foram três anjinhos que não tinham pecados. O futuro deles foi interrompido. Acabou com a família. Não é que a gente vai ficar triste uma semana e vai passar. Não, acabou", lamentou.
Marli Gonçalves, mãe de Ronaldo e avó das crianças, apela por responsabilização penal e justiça. Ela ressalta que a família sempre primou pela segurança nas viagens, mantendo as crianças adequadamente presas às cadeirinhas. "Nós queremos justiça. Uma pessoa bêbada no volante, sem carteira... Não deixem a impunidade ficar. Não é só a minha família. Amanhã são outras e continua assim", declarou.
Histórico recente da família
Ironicamente, a mesma família havia sido destaque positivo na mídia local no início deste ano. Em fevereiro, Camila entrou em trabalho de parto prematuro enquanto trafegava pela BR-277. Socorristas da concessionária EPR Iguaçu prestaram atendimento, e um dos gêmeos nasceu dentro da ambulância na base operacional de Candói. O segundo bebê necessitou de atendimento hospitalar para vir ao mundo, uma história que havia sido celebrada como um final feliz.
Agora, meses depois, aqueles mesmos bebês, que chegaram ao mundo em circunstâncias de emergência, tiveram suas vidas interrompidas de forma trágica e evitável.
Com informações de G1 Paraná