Portal de Notícias do Oeste do Paranádomingo, 26 de julho de 2026
Política

Presidente da Câmara de Curitiba é alvo de representação por suspeita de venda de cargos

Tico Kuzma, presidente da Câmara Municipal de Curitiba, recebeu uma representação por quebra de decoro parlamentar após operação que investigava venda de indicações de cargos e desvio de salários de servidores.

Redação Conexão Oeste
Presidente da Câmara de Curitiba é alvo de representação por suspeita de venda de cargos

Investigação apura esquema de venda de cargos em Curitiba

O presidente da Câmara Municipal de Curitiba, Tico Kuzma, do PSD, tornou-se alvo de uma representação por quebra de decoro parlamentar após ser investigado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A representação foi protocolada pelo vereador Da Costa, da União Brasil.

A ação do Gaeco ocorreu na segunda-feira e resultou na expedição de 13 mandados em investigação denominada "Prática Corrente". Durante as buscas, foram apreendidos equipamentos eletrônicos, documentos e R$ 37 mil em dinheiro.

Suspeita de cobranças indevidas

Segundo o Gaeco, as investigações, que duraram aproximadamente um ano, apontam que Kuzma cobrava cerca de R$ 3 mil para indicar pessoas a ocuparem cargos públicos na prefeitura. Além disso, há suspeita de que o vereador exigia uma contrapartida financeira dos servidores indicados, retendo parte de seus salários.

Como membro da base governista, Kuzma tem direito de indicar nomes para ocupação de postos na administração municipal. As investigações ainda buscam esclarecer quantas indicações foram monetizadas dessa forma.

Procedimentos internos da Câmara

A Mesa Diretora da Câmara tem até cinco dias para avaliar se a representação atende aos requisitos regimentais para prosseguir à Corregedoria, que será responsável por analisar o caso em até 30 dias. A vereadora Delegada Tathiana Guzella, do PL, atua como corregedora.

Kuzma não participará da reunião de análise por ser o alvo da representação. Caso a corregedoria constate a quebra de decoro parlamentar, o assunto será levado ao plenário para votação por todos os vereadores.

Resposta do investigado

Durante a sessão de segunda-feira, Kuzma informou que não possui "conhecimento formal" sobre os fatos que motivaram a operação e afirmou estar buscando as informações necessárias junto às autoridades competentes para compreender melhor a investigação. Sua equipe recusou-se a comentar sobre a representação protocolada nesta terça-feira.

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Com informações de G1 Paraná

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