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Disjuntor desarmando toda hora: o que isso significa e por que trocar por um maior pode incendiar a casa

O aviso quase sempre é de sobrecarga ou de fuga de corrente, e a solução improvisada mais comum na região é também a mais perigosa

Redação Conexão Oeste
Disjuntor desarmando toda hora: o que isso significa e por que trocar por um maior pode incendiar a casa

A cena se repete em noite de frio. Alguém liga o chuveiro, a casa apaga, e outra pessoa vai de lanterna até o quadro de luz rearmar a chave. No dia seguinte acontece de novo. Depois de algumas semanas, a família aprende a conviver: não liga o chuveiro junto com o micro-ondas, não usa a fritadeira elétrica enquanto o ar está ligado.

O que quase ninguém percebe é que o disjuntor não é o problema. Ele é o aviso.

"Disjuntor serve exatamente para isso, desarmar antes que o fio esquente demais. Quando ele desarma toda hora, está fazendo o trabalho dele. O erro é tratar o disjuntor como se fosse o defeito", diz Elder, responsável pela Enertech Soluções Elétricas, de Itaipulândia.

POR QUE O DISJUNTOR DESARMA

A causa mais comum é a sobrecarga. O circuito foi feito para uma determinada corrente, e a soma dos aparelhos ligados ultrapassa esse valor. É o caso clássico da cozinha com micro-ondas, air fryer e cafeteira dividindo a mesma linha, ou do chuveiro que divide circuito com outra coisa.

A segunda causa é o curto-circuito, quando dois condutores se encostam. Nesse caso o desarme é imediato e costuma vir acompanhado de estalo ou cheiro de queimado.

A terceira é a fuga de corrente, e ela faz desarmar o DR, não o disjuntor comum. Resistência de chuveiro furada, infiltração em parede e aparelho com defeito interno deixam escapar corrente para fora do circuito, e o dispositivo corta a energia para evitar choque.

Há ainda duas causas menos lembradas. O próprio disjuntor envelhece e, depois de muitos anos e muitos desarmes, passa a atuar abaixo do valor para o qual foi feito. E conexão frouxa dentro do quadro gera calor, o que pode fazer o dispositivo desarmar mesmo sem excesso de consumo.

COMO SABER QUAL DISPOSITIVO DESARMOU

Antes de qualquer coisa, vale olhar o quadro e identificar o que caiu. Se foi o disjuntor de um circuito só, o problema está naquele trecho. Se foi o disjuntor geral, a sobrecarga é da casa inteira ou o defeito está antes da divisão dos circuitos. Se foi o DR, que costuma ser uma chave mais larga e com botão de teste, a indicação é de fuga de corrente, e aí a prioridade é segurança, não conforto.

O TESTE QUE DÁ PARA FAZER SOZINHO

Há uma verificação simples e sem risco. Desligue todos os aparelhos daquele circuito, rearme o disjuntor e vá ligando um aparelho por vez, esperando um pouco entre eles. Se o desarme acontece sempre no mesmo aparelho, o defeito provavelmente é dele. Se a chave desarma com tudo desligado, o problema está na fiação ou no próprio dispositivo, e aí a conta já é de eletricista.

Anotar quando acontece também ajuda bastante no diagnóstico. Sempre no banho, sempre à noite, sempre em dia de chuva. Cada um desses padrões aponta para uma causa diferente.

POR QUE TROCAR POR UM DISJUNTOR MAIOR É PERIGOSO

Essa é a solução improvisada mais frequente, e é a que mais preocupa os profissionais. Trocar um disjuntor de 20 amperes por um de 32 faz a chave parar de desarmar, e a sensação é de problema resolvido.

"O que aconteceu na verdade é que você tirou a proteção do fio", explica o eletricista. "O cabo continua sendo o mesmo, feito para aguentar uma corrente menor. Agora ele vai esquentar sem que nada desligue. Dentro da parede, onde ninguém vê."

O resultado desse arranjo aparece meses ou anos depois, como isolação derretida, tomada escurecida e princípio de incêndio. O disjuntor precisa ser compatível com a bitola do cabo do circuito, e não com a vontade de parar de desarmar.

QUANDO CHAMAR O ELETRICISTA

A recomendação é não esperar quando aparecer qualquer um destes sinais: o disjuntor desarma mesmo com os aparelhos desligados, não rearma, desarma várias vezes ao dia, o quadro está quente ao toque, há cheiro de queimado, tomada ou interruptor escurecido, ou o DR cai sempre que o chuveiro liga.

Em comércios, aviários e indústrias a urgência é maior, porque o desarme repetido costuma indicar motor com problema, conexão solta em painel ou circuito operando no limite, situações que terminam em equipamento queimado e produção parada.

O QUE O ELETRICISTA VERIFICA

A inspeção começa pela medição da corrente real de cada circuito, com a casa funcionando, para comparar com o que o cabo suporta. Depois vem a conferência do aperto das conexões no quadro, o teste dos dispositivos de proteção, a verificação do aterramento e a checagem de como os circuitos foram divididos.

"Na maioria das vezes a solução não é trocar a chave. É separar o circuito, passar um cabo adequado para o chuveiro ou para o ar, e deixar o quadro identificado", afirma Elder. "Fica resolvido de uma vez, em vez de ficar rearmando chave todo inverno."

A Enertech Soluções Elétricas executa instalações, manutenção e adequação de quadros elétricos em residências, comércios, indústrias e propriedades rurais em Itaipulândia, Medianeira, Missal, São Miguel do Iguaçu, Santa Helena, Santa Terezinha de Itaipu e região, com equipe certificada em NR-10 e NR-35.

O contato pode ser feito pelo WhatsApp (45) 98842-7687 ou pelo site eletricaenertech.com.br.

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