Portal de Notícias do Oeste do Paranádomingo, 26 de julho de 2026
Meio Ambiente

Tornado F2 destrói casa recém-construída em Reserva; mãe protege filha com próprio corpo

Um tornado de categoria F2 atingiu a comunidade rural de Imbú em Reserva, destruindo casas e deixando dezenas de pessoas afetadas. Uma mãe corajosa usou seu próprio corpo para proteger a filha durante o fenômeno que atingiu velocidades de 200 km/h.

Redação Conexão Oeste
Tornado F2 destrói casa recém-construída em Reserva; mãe protege filha com próprio corpo

Ato de coragem durante fenômeno devastador

Um tornado de significativa intensidade arrasou a zona rural de Reserva no domingo (28), deixando um rastro de destruição. A comunidade Imbú, que abriga aproximadamente 130 moradores, foi a mais atingida pelo fenômeno, que também afetou outras localidades do Oeste paranaense.

Durante o caos da tempestade, a moradora Vanessa demonstrou extremo desprendimento ao proteger sua filha de sete anos com o próprio corpo enquanto sua casa recém-construída desabava. A residência, onde a família morava há apenas três meses, foi praticamente destruída pelos ventos que alcançaram 200 km/h.

Relato de quem vivenciou o desastre

Em depoimento à emissora local, Vanessa descreveu os momentos aterradores do evento. Conforme sua narrativa, tudo aconteceu em poucos segundos. No instante em que percebeu o telhado sendo arrancado, sua reação imediata foi cobrir a filha com uma manta, permanecendo sobre ela enquanto a estrutura da casa desaparecia.

"Foi muito questão de segundos, e levou tudo", relembrou a mãe, ainda abalada pela experiência.

Apesar da violência do tornado, Vanessa saiu do incidente com ferimentos leves: um ponto na cabeça, três na perna e alguns arranhões. Felizmente, sua filha não sofreu qualquer lesão durante o ocorrido.

Impacto na comunidade

Os números do desastre são significativos para a região. De acordo com levantamento da prefeitura municipal, 11 residências sofreram danos importantes, com aproximadamente 50 pessoas impactadas diretamente. Entre os afetados, 10 pessoas ficaram desalojadas e precisaram buscar abrigo com parentes e amigos.

Além das casas, a força destruidora do fenômeno deixou marcas na paisagem: vegetação arrancada pela raiz, árvores de grande porte completamente derrubadas e veículos danificados pelo impacto do granizo e dos ventos extremos.

Confirmação científica do tornado

Meteorologistas do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) confirmaram oficialmente a presença de um tornado de categoria F2 na Escala Fujita. Essa classificação indica ventos entre 180 km/h e 253 km/h, capazes de provocar destruição significativa em estruturas e vegetação.

Durante a inspeção técnica, os especialistas identificaram assinaturas características do fenômeno, incluindo árvores arrancadas com raízes expostas, copas de araucárias completamente destruídas e destroços espalhados em diferentes direções, evidenciando o movimento rotatório do vento. Um detalhe impressionante foi a constatação de uma placa de sinalização lançada a mais de 150 metros de distância.

Resiliência e esperança

Apesar do cenário de devastação, Vanessa mantém postura esperançosa quanto ao futuro. Ela reconhece que perder um sonho de um ano de construção é devastador, mas prioriza o fato de que sua família emergiu ilesa da tragédia.

"O mais importante é que Deus preservou a nossa vida. Minha família está intacta e meus vizinhos, apesar de todos os estragos, estamos todos bem", afirmou a moradora, demonstrando fé na reconstrução futura.

Paraná: uma região de risco para tornados

O episódio em Reserva faz parte de um padrão preocupante registrado no estado nos últimos meses. Entre o final de 2025 e o início de 2026, cinco tornados foram documentados em diferentes regiões paranaenses, incluindo Rio Bonito do Iguaçu (F3), Guarapuava e Turvo (ambos F2), Mercedes (F1) e São José dos Pinhais (F2).

Especialistas apontam que o Paraná está localizado no segundo maior corredor de tornados do mundo, ficando atrás apenas das pradarias centrais dos Estados Unidos. A combinação de massas de ar quente e frio, além de sistemas convectivos que se formam no Paraguai e entradas de frentes frias, cria um ambiente propício para a formação desses fenômenos extremos.

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Com informações de G1 Paraná

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