Comunidade de Imbu em Reserva sofre com possível tornado; Simepar faz análise
Tempestade severa atingiu a localidade de Imbu, zona rural de Reserva, danificando casas e deixando pessoas desalojadas. Especialistas do Simepar vão mapear a região para confirmar se foi tornado.

Possível tornado causa estragos em Reserva
A comunidade rural de Imbu, localizada no município de Reserva, nos Campos Gerais, enfrentou uma noite de destruição no último domingo (28). Ventos intensos, acompanhados de granizo e chuvas fortes, danificaram significativamente pelo menos 11 residências na região.
Conforme informações da prefeitura municipal, o fenômeno climático afetou aproximadamente 50 pessoas, das quais dez ficaram desabrigadas. Além das casas, veículos estacionados e a vegetação da área também sofreram danos severos com a força das rajadas de vento e do granizo.
Equipes de especialistas visitarão a região
O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) iniciou as análises na segunda-feira (29) para determinar se o evento foi realmente um tornado. Meteorologistas e técnicos do órgão, em parceria com a Defesa Civil Estadual, realizarão uma operação de mapeamento aéreo da área atingida.
A previsão é que as equipes cheguem ao local nesta quarta-feira (1º de janeiro). Durante a visita, os especialistas conversarão diretamente com os moradores para compreender o comportamento da tempestade e realizarão inspeção visual dos danos.
Tecnologia de ponta para mapear a destruição
Um drone equipado com sensor de geointeligência sobrevoará a região para criar um mapa detalhado da área de impacto. Este mapeamento é essencial para classificar a intensidade dos danos e determinar características específicas do fenômeno, como a distância percorrida por objetos arremessados.
Após a conclusão da análise, os meteorologistas poderão confirmar se tratava efetivamente de um tornado e enquadrá-lo na Escala Fujita, que classifica tornados de F0 a F5 conforme a força dos ventos.
Paraná: região propensa a tornados
O Paraná situa-se no segundo maior corredor de tornados do mundo, perdendo apenas para as pradarias centrais dos Estados Unidos. Esta vulnerabilidade ocorre devido à combinação de fatores climáticos específicos da região.
Nos últimos três meses, entre fim de 2025 e início de 2026, cinco tornados já foram registrados no estado. Em novembro de 2025, Rio Bonito do Iguaçu enfrentou um tornado de categoria F3, destruindo 90% dos imóveis. No mesmo período, Guarapuava e Turvo registraram tornados F2.
Mais recentemente, em janeiro, Mercedes e São José dos Pinhais também foram atingidas por fenômenos de menor intensidade, respectivamente F1 e F2.
Por que o Paraná é tão vulnerável
Segundo especialistas em climatologia, a região Sul do país, incluindo Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, reúne condições ideais para a formação de tornados. A entrada de frentes frias, sistemas convectivos formados no Paraguai e ciclones do litoral criam uma combinação perfeita para instabilidade atmosférica intensa.
Esta combinação de fenômenos não apenas gera tornados, mas também causa vendavais severos e chuvas de granizo associadas a tempestades de grande intensidade.
Com informações de G1 Paraná