Tornado F2 destroi comunidade em Reserva e deixa moradores em choque
Um tornado de categoria F2 atingiu a comunidade Imbú em Reserva, nos Campos Gerais, destruindo casas e deixando 50 pessoas afetadas. Ventos de até 200 km/h causaram destruição comparada a um filme de terror por moradores que presenciaram o fenômeno.

Fenômeno devastador deixa rastro de destruição em Reserva
Uma comunidade rural em Reserva, no interior paranaense, foi atingida por um tornado de grande intensidade no último domingo. O fenômeno meteorológico, classificado como F2 pela Escala Fujita, desencadeou ventos que alcançaram 200 quilômetros por hora, destruindo habitações e deixando dezenas de pessoas desabrigadas.
A força do tornado foi tão expressiva que especialistas confirmaram a classificação apenas dias após o ocorrido. Segundo a Escala Fujita, tornados F2 produzem danos significativos, sendo capazes de arrancar árvores pela raiz, danificar estruturas de edifícios e lançar objetos a grandes distâncias.
Relato de quem vivenciou o desastre
Moradores que enfrentaram o evento descrevem a experiência como aterradora. Uma dona de casa relatou ter presenciado vizinhos perdendo suas casas, com estruturas literalmente voando pelos ares. A população ouviu estrondos assustadores, gritos de desespero e pedidos de ajuda durante o fenômeno.
Após o ocorrido, muitos moradores ainda lutam para processar a realidade. Ao retornar para os locais onde moravam, encontram suas propriedades completamente destruídas, transformando a paisagem local em um cenário desolador.
Números do impacto
A prefeitura contabilizou o alcance do desastre na região:
- 11 casas com danos estruturais graves
- 50 pessoas afetadas pelo tornado
- 10 pessoas desalojadas, buscando abrigo em residências de familiares e amigos
- 1 morador com ferimentos leves
- Diversos veículos e plantações danificados pela violência dos ventos e granizo associado
Como especialistas confirmaram a classificação
Meteorologistas do Simepar realizaram vistoria técnica no local e identificaram características típicas de tornados. Entre as evidências encontradas estavam árvores de grande porte completamente arrancadas, copas de araucárias destruídas e destroços espalhados em diferentes direções, indicando movimento de rotação.
A análise incluiu ainda galhos arremessados a dezenas de metros de distância e uma placa de sinalização lançada a mais de 150 metros. Esses elementos permitiram aos especialistas confirmar o fenômeno como tornado F2, descartando outras possibilidades como microexplosões atmosféricas.
Entendendo a Escala Fujita
No Brasil, os tornados são classificados pela Escala Fujita tradicional, que varia de F0 a F5, sendo baseada nos danos provocados. A velocidade do vento é estimada analisando estruturas como casas, árvores e postes que permaneceram na trajetória por pelo menos três segundos.
A classificação F2 situa-se no meio da escala, indicando uma tempestade bastante severa. Acima dela estão F3 (danos muito graves), F4 (devastador) e F5 (destruição extrema). Abaixo encontram-se F0 e F1, que produzem danos leves a moderados.
Paraná em evidência nos registros de tornados
O estado paranaense está localizado no segundo maior corredor de tornados do planeta, sendo superado apenas pelas pradarias centrais dos Estados Unidos. Nos últimos meses, foram registrados cinco tornados diferentes em várias cidades paranaenses, incluindo um F3 devastador em Rio Bonito do Iguaçu que destruiu 90% dos imóveis.
A condição geográfica do Paraná, aliada à convergência de sistemas meteorológicos distintos, cria um ambiente propício para esses fenômenos. Massas de ar quente e frio se encontram frequentemente na região, formando as condições ideais para o surgimento de tornados.
Com informações de G1 Paraná