Portal de Notícias do Oeste do Paranádomingo, 26 de julho de 2026
Segurança

Operação prende dois policiais militares acusados de tortura e extorsão no litoral paranaense

Dois agentes da Polícia Militar foram presos em operação do Gaeco acusados de torturar cidadãos e exigir pagamentos em dinheiro. Investigações revelam vídeo de agressão e mensagens confessando os crimes.

Redação Conexão Oeste
Operação prende dois policiais militares acusados de tortura e extorsão no litoral paranaense

Prisão por tortura em Pontal do Paraná

Uma operação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Paranaguá resultou na prisão de dois policiais militares na manhã de segunda-feira. Patrick Luiz da Rosa e Rodrigo Ramos Patrício Pinto, que atuam em Pontal do Paraná, são investigados por utilizarem sua autoridade e os recursos institucionais para praticar agressões físicas contra cidadãos e obter dinheiro mediante ameaças.

Evidências de violência documentada

As investigações reuniram provas substanciais dos crimes. Um vídeo registra um homem de 24 anos sendo espancado com pedaços de madeira, socos e chutes pelos dois agentes. O material foi compartilhado entre os policiais em agosto de 2025 e descreve momentos nos quais a vítima urrava de dor durante as agressões. Além desse caso, as investigações indicam que a mesma vítima sofreu novos episódios violentos posteriormente, desta vez nas dependências da 5ª Companhia do 9º Batalhão da Polícia Militar, na presença de outros servidores e civis.

Confissão em mensagens privadas

A análise dos celulares apreendidos revelou comunicações incriminadoras. Patrick Luiz da Rosa admitiu as agressões em mensagens enviadas à sua companheira, descrevendo estar "espancando quatro pessoas no meio do mato, escondido" e mencionando explicitamente que "estávamos quebrando o braço e os dedos deles".

Esquema de extorsão

Além das torturas, os policiais são investigados por extorsão. Uma vítima relatou ter recebido mensagens de cobrança após ser torturada, exigindo pagamentos quinzenais de até três mil reais para "sua paz e dos seus familiares". O padrão de comportamento sugere uma prática sistemática de abuso de autoridade para enriquecimento pessoal.

Abuso da estrutura estatal

O inquérito enfatiza que os agentes utilizaram deliberadamente sua posição como policiais e as instalações do Estado para cometer os delitos. A investigação aponta que o comportamento revela desprezo pelos mecanismos de controle institucional que deveriam responsabilizar os agentes públicos por suas ações.

Posicionamento institucional

A Polícia Militar do Paraná informou que os dois policiais permanecem detidos e foram afastados de suas funções. Em nota oficial, a instituição reafirmou seu compromisso com legalidade, moralidade e ética, ressaltando que não tolera condutas que violem preceitos legais e valores institucionais. A defesa dos acusados informou que os autos estão sob sigilo de Justiça e que aguarda acesso para apresentar esclarecimentos.

A operação, denominada Hubris, representa um esforço das autoridades em investigar condutas criminosas praticadas por agentes do Estado que deveriam trabalhar para combater, não para perpetuar, práticas delitivas.

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Com informações de G1 Paraná

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