Portal de Notícias do Oeste do Paranádomingo, 26 de julho de 2026
Segurança

Mulher é presa por tentar encomendar morte de educadora em casa de acolhimento

Uma mulher foi detida após planejar o assassinato de uma funcionária de instituição de acolhimento no Paraná. O filho adolescente descobriu a trama e denunciou à polícia.

Redação Conexão Oeste
Mulher é presa por tentar encomendar morte de educadora em casa de acolhimento

Caso choca região após descoberta de crime planejado

A Polícia Civil prendeu uma mulher de 41 anos acusada de contratar um intermediário para matar uma educadora de uma casa de acolhimento. A suspeita, residente em Abatiá, culpava a funcionária pela perda da guarda de seus três filhos e teria iniciado o plano de vingança após decisão judicial.

O caso ganhou contornos dramáticos quando o filho adolescente da acusada, atualmente acolhido institucionalmente, ouviu conversas sobre a intenção criminosa durante uma visita aos pais. Ao tomar conhecimento da situação, o jovem encontrou registros das mensagens trocadas entre a mãe e o homem encarregado de executar o crime.

Como a polícia descobriu a trama

Ao procurar a delegacia para denunciar, o adolescente e a educadora ameaçada descobriram que as mensagens haviam sido apagadas do aparelho celular da suspeita. Porém, os investigadores conseguiram localizar o intermediário, que colaborou com as autoridades fornecendo prints das conversas.

Nos registros, a acusada expressa seu desejo de "remover uma infeliz do mapa", mencionando que a vítima teria "tomado" seus filhos e influenciado decisões judiciais. A suspeita chegou a negociar o pagamento de três mil reais pelo crime e sugeriu uma data específica: "vamos deixar para o dia sete, é quando eu recebo".

Contexto: negligência e perda de guarda

De acordo com informações do Ministério Público do Paraná, a família estava sob acompanhamento desde pelo quanto menos 2022. A promotoria local tentou manter as crianças com os pais, mas constatou grave situação de negligência e risco que justificou a retirada da guarda.

Os menores apresentavam sinais de maus-tratos, alimentação inadequada, abandono escolar e falta de instrução apropriada. A educadora ameaçada trabalha justamente no acolhimento dessas crianças, o que intensificou o ressentimento da mãe contra ela.

Investigação segue seu curso

A mulher foi presa preventivamente na última sexta-feira. O intermediário não foi detido, pois alegou estar testando se a suspeita realmente levaria adiante o plano antes de reportar aos policiais. A polícia considera sua colaboração fundamental para o esclarecimento do caso.

O inquérito está em fase final e a acusada responderá por tentativa de homicídio qualificado com promessa de recompensa e motivo torpe. O dossiê será encaminhado ao Ministério Público para decisões subsequentes. O marido, também investigado, permanece em liberdade.

A vítima não sofreu lesões e está bem. A polícia mantém sigilo sobre identidades para proteger o adolescente envolvido.

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Com informações de G1 Paraná

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