Portal de Notícias do Oeste do Paranádomingo, 26 de julho de 2026
Segurança

Mulher é indiciada por tentar encomendar morte de servidora de abrigo no Paraná

Investigação concluída aponta mulher de 41 anos como autora de tentativa de homicídio qualificado contra funcionária de Casa Lar em Abatiá. Filho adolescente descobriu plano e denunciou à polícia.

Redação Conexão Oeste
Mulher é indiciada por tentar encomendar morte de servidora de abrigo no Paraná

Inquérito finalizado revela trama criminosa

A Polícia Civil finalizou na terça-feira (14) as investigações sobre uma mulher de 41 anos acusada de planejar o assassinato de uma servidora que trabalha em uma instituição de acolhimento localizada em Abatiá, no Norte Paranaense. Conforme informações do delegado Luis Guilherme Almeida, a investigada foi indiciada pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado e ameaça.

A suspeita encontra-se detida desde 10 de julho. A investigação apontou que ela e seu marido também estão sob suspeita de terem ameaçado outros três profissionais do mesmo abrigo. A identidade do casal não foi divulgada pela polícia, visando proteger a integridade de seus filhos e da vítima, que não sofreu ferimentos.

Motivação e antecedentes do caso

De acordo com apurações policiais, a mulher pretendia eliminar a funcionária porque a culpava pela perda da guarda de seus três filhos. O Ministério Público do Paraná (MP-PR) acompanha o caso desde pelo menos 2022, quando constatou graves negligências no cuidado das crianças.

A retirada da guarda ocorreu após comprovação de maus-tratos, falta de alimentação adequada, abandono do ensino formal e ausência de frequência escolar. A instituição de acolhimento funciona regularmente conforme fiscalização do MP-PR, sem irregularidades documentadas.

Como o crime foi descoberto

O plano criminoso veio à tona graças à coragem do filho da suspeita, um adolescente de 16 anos que reside na Casa Lar. Durante uma visita aos pais, ouviu conversas sobre a intenção de matar a funcionária. Ao consultar o celular da mãe, encontrou diálogos incriminadores com um intermediário.

Nas mensagens, a investigada se referia à vítima como uma "infeliz" que deveria ser "apagada do mapa". Também mencionava que a servidora teria "tomado" seus filhos e influenciado decisões do promotor. A mulher ainda indicava o local onde a funcionária estaciona seu automóvel e negociava o valor de R$ 3 mil pela execução do crime, sugerindo o dia 7 de cada mês como data de pagamento.

Investigação e colaboração de intermediário

Quando o adolescente e a funcionária procuraram a Polícia Civil para fazer a denúncia, as mensagens já haviam sido apagadas do aparelho da suspeita. Apesar dessa dificuldade, os investigadores conseguiram localizar o intermediário, que se mostrou colaborativo.

O homem forneceu prints da conversa e explicou que pretendia apenas verificar até que ponto a mulher iria, de modo a posteriormente comunicar o fato às autoridades competentes. O intermediário não foi preso e suas informações foram cruciais para a conclusão do inquérito.

Encaminhamentos legais

A investigada responderá criminalmente por tentativa de homicídio qualificado com promessa de recompensa e motivo torpe. O Ministério Público do Paraná ressaltou que a manutenção da prisão preventiva foi essencial para garantir a segurança de todos os servidores da instituição.

O inquérito será em breve encaminhado ao órgão ministerial para as próximas etapas processuais. A defesa do casal ainda não se manifestou publicamente sobre as acusações.

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Com informações de G1 Paraná

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