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Segurança

Mulher escapa de relacionamento abusivo com bilhete em prontuário hospitalar

Vítima de violência doméstica conseguiu pedir ajuda escrevendo um bilhete discreto no prontuário médico durante atendimento hospitalar. O agressor foi preso em flagrante após enfermeira acionar a polícia.

Redação Conexão Oeste
Mulher escapa de relacionamento abusivo com bilhete em prontuário hospitalar

Estratégia criativa salva mulher de relacionamento violento

Uma mulher conseguiu se livrar de um relacionamento marcado por agressões físicas e psicológicas através de uma atitude criativa durante uma consulta médica. Na manhã de quinta-feira, ao ser levada ao Hospital Cristo Rei em Ibiporã, ela escreveu discretamente um pedido de socorro no prontuário hospitalar, conseguindo alertar a equipe de saúde sem levantar suspeitas do companheiro que a acompanhava.

A mensagem era simples e direta: "Por favor não deixe meu marido entrar na consulta. Socorro...". A enfermeira que realizava o atendimento compreendeu a situação delicada, acionou imediatamente a polícia e conseguiu impedir que o agressor tivesse acesso à sala de consulta. O homem foi detido em flagrante enquanto aguardava na recepção do hospital.

Um ano de terror e isolamento

Segundo relato à polícia, o relacionamento entre a vítima e o agressor durava aproximadamente um ano. Os abusos começaram após três meses de convivência e incluíram tanto violência física quanto psicológica. A mulher relatou ter sofrido agressões constantes ao longo de nove meses, incluindo pancadas na cabeça, murros, tapas que deixaram hematomas e até tentativas de enforcamento.

O isolamento também era parte da estratégia do agressor: a vítima era impedida de sair da propriedade onde moravam e tinha qualquer contato com familiares ou outras pessoas rigidamente controlado. A situação era agravada pelo fato de morarem em local isolado, longe de centros urbanos, o que dificultava ainda mais a busca por ajuda.

Medo pela filha e pela própria vida

Em depoimento, a vítima revelou o terror que enfrentava diariamente. "Eu estava com muito medo, porque onde eu moro é um fim de mundo. Não tinha como pedir socorro. E eu tinha medo por causa da minha filha, porque é só mato", afirmou. Ela descreveu ainda o sistema de controle do agressor, que estabelecia regras rígidas sobre seu comportamento e a castigava fisicamente quando ela ousava discordar ou debater com ele.

A estratégia de violência era previsível: ele contava até três e, se a vítima continuasse falando, iniciava as agressões. Diante dessa rotina de terror, ela optava por ficar em silêncio para proteger a filha de presenciar as violências.

Antecedentes criminosos

Investigações policiais revelaram que o agressor possui histórico de violência contra outras mulheres. Há registros de agressões anteriores contra uma ex-companheira em São Jerônimo da Serra, indicando um padrão comportamental perigoso.

Medidas legais

O agressor responde por crimes de lesão corporal e ameaça no contexto de violência doméstica e familiar. A Justiça concedeu à vítima uma medida protetiva de urgência, mantendo o acusado preso. Seu advogado anunciou que apresentará defesa nos autos, respeitando os direitos processuais de contraditório e ampla defesa.

O caso reforça a importância de profissionais de saúde estarem atentos aos sinais de violência doméstica e da coragem de vítimas que buscam ajuda mesmo em circunstâncias extremamente difíceis.

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Com informações de G1 Paraná

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