Montanhista de Curitiba sobrevive após ser atingido por raio nos Andes equatorianos
Um aventureiro curitibano de 32 anos sobreviveu a um impacto direto de raio no topo do vulcão El Corazón, no Equador. Ele recebe tratamento especializado em Curitiba após passar por hospital equatoriano.

Relato de sobrevivência em altitude extrema
Um montanhista experiente originário de Curitiba passa por recuperação após sofrer um incidente impressionante enquanto escalava uma das principais atrações dos Andes equatorianos. Na terça-feira passada, durante a ascensão ao pico do vulcão El Corazón, localizado a pouco mais de 60 quilômetros da capital Quito, o homem foi atingido diretamente por uma descarga elétrica atmosférica.
O profissional integrava um grupo de aproximadamente 20 pessoas que iniciava a trilha em condições climáticas favoráveis. Conforme relatou, o cenário mudou drasticamente próximo ao final da jornada, quando uma neblina densa começou a envolver a região. Sem sinais de tempestade iminente, a equipe se preparou com equipamento impermeável para prosseguir, ignorando que uma ameaça atmosférica se aproximava silenciosamente.
O momento do impacto
No ponto mais elevado da montanha, ocorreu o primeiro e fatal contato com a eletricidade. A descarga entrou pela cabeça do alpinista, percorreu todo seu corpo e saiu pelos pés. A intensidade da energia foi tão significativa que destruiu parcialmente sua bota e danificou completamente seu telefone celular. Além dele, outras duas pessoas que integravam o grupo também sofreram ferimentos relacionados ao mesmo evento climático.
O resgate foi coordenado prontamente. A equipe que acompanhava o montanhista dispunha de equipamento de comunicação e acionou os socorros imediatamente. Com auxílio de seus companheiros e posteriormente de um animal de carga, o ferido conseguiu descer da montanha e foi atendido por uma ambulância que já o aguardava na base.
Tratamento e recuperação
Internado em uma instituição hospitalar particular equatoriana, o paciente foi avaliado por múltiplos especialistas, incluindo cardiologista, cirurgião plástico, otorrinolaringologista e clínico geral. Os danos físicos incluíram queimaduras de segundo grau no tórax e membros inferiores, além de queimaduras mais profundas nos pés. Também sofreu perfurações timpânicas bilaterais e deixou uma marca permanente no couro cabeludo.
Após estabilização dos órgãos vitais, especialmente rins e coração, a equipe médica deslocou seu foco para o tratamento das lesões térmicas. Com quadro clínico controlado, ele retornou ao Brasil e foi transferido para o Hospital Evangélico Mackenzie, reconhecido nacionalmente pelo atendimento de vítimas de queimaduras.
Atualmente sob cuidados intensivos em Curitiba, sua condição permanece estável e o prognóstico indica internação de três a quatro semanas, dependendo da evolução clínica. Os médicos relatam que o paciente mantém plena consciência e capacidade de comunicação.
Com informações de G1 Paraná