Portal de Notícias do Oeste do Paranádomingo, 1 de novembro de 2026
Tecnologia

Instalação elétrica malfeita ainda é a causa mais comum de prejuízo em aviários e indústrias da região, afirma eletricista

Material errado para o ambiente, aterramento que nunca foi medido e painel sem identificação estão entre os problemas que mais aparecem nas visitas técnicas no Oeste do Paraná

Redação Conexão Oeste
Instalação elétrica malfeita ainda é a causa mais comum de prejuízo em aviários e indústrias da região, afirma eletricista

A energia cai no aviário às três da manhã. O galpão está lotado, o dia foi quente e a ventilação parou. Se o gerador precisa ser ligado na mão, alguém tem que acordar, atravessar a propriedade e acionar o equipamento antes que as aves comecem a morrer. O tempo disponível para isso é de minutos.

Para Elder, responsável pela Enertech Soluções Elétricas, de Itaipulândia, o problema raramente começa na noite da queda de energia. Ele começa no dia em que a instalação foi feita, quase sempre com pressa e com o material que estava disponível.

"A gente chega na propriedade e encontra cabo que foi escolhido no olho. Esse cabo não queima no dia em que você liga. Ele esquenta durante anos, vai estragando a isolação, e falha justo no dia de mais calor, que é o dia em que você precisa de tudo rodando", diz.

O cálculo e o desenho de uma instalação elétrica são responsabilidade do engenheiro eletricista, que assina o projeto. A execução é outra etapa, e é nela que boa parte dos problemas aparece. Seguir o dimensionamento, usar o material adequado ao ambiente, apertar as conexões com o torque correto, executar o aterramento, identificar cada circuito no quadro e testar tudo antes de energizar são tarefas que não aparecem na fatura, mas definem se a instalação vai durar.

Em aviário e chiqueirão, o ambiente complica ainda mais. Há amônia, umidade o tempo todo, poeira e lavagem com água sob pressão. Material de uso interno comum dura poucos meses nessas condições. Quadros, luminárias e tomadas precisam de vedação adequada e de peças que resistam à corrosão, inclusive os parafusos. A carga também não admite interrupção, porque ventilação, aquecimento de leitão e bomba d'água param junto com a energia.

"Transferência manual é o que mais aparece. A propriedade investiu no gerador, gastou o dinheiro, e na hora da queda ainda depende de alguém estar acordado. O quadro de transferência automática liga sozinho em poucos segundos. Costuma se pagar na primeira vez que falta luz", afirma o eletricista.

Na indústria e na agroindústria, o prejuízo vem pela linha parada. Conexão frouxa em painel aquece, derrete barramento e desliga o setor inteiro em horário de produção. A inspeção com câmera termográfica identifica esse aquecimento antes da falha, mas depende de manutenção preventiva programada, o que ainda é exceção em boa parte das empresas da região. Painéis antigos também costumam ter componentes fora de linha, sem peça de reposição disponível quando queimam.

Nas casas, o que se vê é instalação velha para um consumo novo. Residências ligadas há vinte anos não foram feitas para ar-condicionado em todos os quartos, cooktop por indução e carregador de carro elétrico. Dois dispositivos ficam de fora com frequência: o DR, exigido pela NBR 5410 em banheiro, cozinha e área externa, que corta a energia quando alguém leva choque, e o DPS, que segura o surto de tensão e protege os eletrônicos da casa.

"Tem casa com fio verde no quadro e o morador acha que está aterrada. Só que ninguém nunca mediu a resistência daquele aterramento. Sem medir, não dá para garantir que vai funcionar na hora do choque", explica.

Quem já tem instalação antiga não precisa refazer tudo de uma vez. A orientação é começar por uma inspeção e dividir o serviço por prioridade. Primeiro o que oferece risco, como proteção, aterramento e cabo subdimensionado. Depois o que reduz a conta de luz, como iluminação e correção do fator de potência. Por último, conforto e automação.

"Trocar os componentes de um painel antigo e organizar a fiação resolve boa parte das coisas, e custa bem menos do que obra nova. O que não pode é ficar com quadro sem identificação e sem diagrama. Quando dá problema, a equipe perde horas só para descobrir o que está ligado onde", diz Elder.

A Enertech Soluções Elétricas executa instalações e manutenção elétrica em residências, comércios, indústrias e propriedades rurais em Itaipulândia, Medianeira, Missal, São Miguel do Iguaçu, Santa Helena, Santa Terezinha de Itaipu e região, com equipe certificada em NR-10 e NR-35. O contato pode ser feito pelo WhatsApp (45) 98842-7687 ou pelo site eletricaenertech.com.br.

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