Homem procurado por feminicídio no Rio é capturado em Foz do Iguaçu
Renan de Lorena Rem de Jesus, de 32 anos, foi preso em Foz do Iguaçu após meses foragido. Ele é acusado de matar a companheira e esconder o corpo em uma geladeira no Rio de Janeiro.

Captura em Foz do Iguaçu
A Polícia Civil do Paraná prendeu na terça-feira (21) um homem procurado há meses por um crime grave cometido no Rio de Janeiro. Renan de Lorena Rem de Jesus, 32 anos, estava escondido em um quarto alugado no bairro Lagoa Dourada, em Foz do Iguaçu, quando foi localizado.
De acordo com o delegado Rodrigo Colombelli, a polícia recebeu informações da corporação fluminense e do Grupo Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial do Paraná (Tigre) apontando a presença do foragido na cidade. Os agentes passaram praticamente dois dias em trabalho de campo antes de localizarem o suspeito.
Resistência mínima na abordagem
Quando os policiais arrombaram a porta do local onde Renan vivia, o homem tentou enganar os investigadores ao apresentar um nome falso. Porém, após ser confrontado com as evidências, confessou sua verdadeira identidade e sua autoria no crime. Não houve resistência física durante a abordagem, e nenhuma arma ou droga foi encontrada no imóvel.
O crime em Rio das Ostras
O delito ocorreu em junho de 2025, quando a companheira de Renan, Thaíssa Lino de Souza, de apenas 22 anos, desapareceu. A jovem mulher foi encontrada morta dentro de uma geladeira no dia 3 de setembro, pelo seu padrasto.
Renan confessou que enforcou Thaíssa durante uma discussão. Diante da morte da jovem, o acusado optou por esconder o corpo no eletrodoméstico. O casal mantinha um relacionamento de aproximadamente cinco anos e havia alguns meses estava residindo no local do crime.
Histórico de violência
A Polícia Civil do Rio identificou que a relação entre os dois era marcada por conflitos frequentes. Já havia denúncias anteriores de cárcere privado quando o casal morava em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, evidenciando um padrão de comportamento agressivo.
Próximos passos processuais
Após sua prisão em Foz do Iguaçu, Renan foi levado à sede da Divisão Estadual de Narcóticos do Paraná (Denarc-PR). Lá aguarda ser interrogado por videoconferência pelos policiais fluminenses. Posteriormente, será transferido para a cadeia pública local e, em seguida, para o Rio de Janeiro, onde enfrentará o processo.
O acusado responde pela prática de feminicídio, crime que pode resultar em condenação de até 30 anos de prisão. Segundo relato dos investigadores, Renan afirmou estar arrependido pelo ocorrido.
Vida na clandestinidade
Durante os meses em que permaneceu foragido, Renan passou por diversas cidades antes de se estabelecer em Foz do Iguaçu. Para sobreviver, segundo sua versão aos investigadores, pedia dinheiro nas ruas, realizava pequenas vendas e trabalhou como servente de pedreiro. Afirmou não ter recebido apoio de ninguém e não conhecer pessoas na cidade onde se escondia. O proprietário do imóvel onde alugava o quarto confirmou aos policiais que realmente alugava o espaço, aparentemente sem conhecimento da situação de Renan.
Com informações de G1 Paraná