Portal de Notícias do Oeste do Paranádomingo, 26 de julho de 2026
Segurança

Homem é preso em Francisco Beltrão após agredir filha de 3 anos; polícia investiga tortura

Um pai de 31 anos foi detido em Francisco Beltrão após chutar a filha de 3 anos no rosto. A polícia investiga outros episódios de violência contra as crianças e pode formalizar acusação de tortura.

Redação Conexão Oeste
Homem é preso em Francisco Beltrão após agredir filha de 3 anos; polícia investiga tortura

Agressão registrada por câmeras de segurança

Um homem de 31 anos foi preso preventivamente em Francisco Beltrão, no sudoeste paranaense, após agredir sua filha de 3 anos com um chute no rosto. O episódio, capturado por câmeras de vigilância, repercutiu nacionalmente e reacendeu o debate sobre violência infantil no país.

Segundo o registro policial, a agressão ocorreu quando a família regressava de uma compra no mercado. O suspeito alegou que perdeu o controle emocional porque a menina chorava intensamente no local público. Em depoimento, afirmou estar arrependido e negou intenção de machucar a filha.

As imagens mostram o momento exato do impacto e a queda da criança no chão. O irmão da vítima, de apenas 5 anos, testemunhou toda a cena de forma assustada e imóvel.

Investigação ampliada revela novos casos de agressão

Após análise das imagens divulgadas, a Polícia Civil ampliou a investigação para além do episódio flagrado. Familiares relataram que o menino de 5 anos também foi agredido com um objeto contundente, deixando marcas visíveis no rosto.

Os investigadores também apuram relatos de castigos considerados extremos, como obrigar as duas crianças a permanecerem ajoelhadas sobre grãos de feijão e tampas de garrafa plástica. Diante dessas evidências, os promotores avaliam a possibilidade de enquadrar o caso como tortura, considerando o sofrimento físico e psicológico infligido aos menores.

Possível resposta por tortura

A polícia colheu depoimentos de testemunhas, incluindo um profissional de educação física que presenciou a agressão na rua. O agressor teria feito ameaças verbais ao testemunha no local dos fatos.

A mãe das crianças solicitou medida protetiva à Justiça e manifestou intenção de separação conjugal. Em comunicações com a imprensa, relatou estar profundamente abalada e negou ter presenciado anteriormente comportamentos tão violentos do cônjuge.

Contexto nacional preocupante

O caso ocorre em momento de crescimento alarmante dos registros de violência contra menores em todo o Brasil. Dados do Ministério da Saúde indicam que os atendimentos hospitalares de crianças até 9 anos vítimas de agressão mais que dobraram: em 2020 foram 8.900 casos, enquanto em 2024 o número saltou para 18.968, representando uma média de 52 atendimentos diários.

A central de denúncias Disque 100 recebeu mais de 189 mil relatos de violações de direitos de menores em 2025, um aumento de 2,5% comparado ao ano anterior. Os dados mostram que a maioria dos agressores integra o núcleo familiar da vítima, incluindo pais, padrastos e avós.

Especialistas alertam sobre ciclo de violência

Profissionais de desenvolvimento infantil enfatizam que agressões não constituem método educativo válido. Ao contrário, perpetuam ciclos de violência através das gerações. Os especialistas apontam que o diálogo, a orientação clara e o exemplo familiar são instrumentos efetivos de educação.

As autoridades reforçam que qualquer suspeita ou confirmação de violência contra crianças deve ser denunciada imediatamente aos órgãos competentes de proteção, permitindo a atuação preventiva e evitando que os abusos se repitam.

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Com informações de G1 Paraná

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