Portal de Notícias do Oeste do Paranádomingo, 26 de julho de 2026
Economia

Home Equity cresce no Brasil e oferece crédito com juros menores para proprietários

Empréstimo com garantia de imóvel registra crescimento recorde no país, com taxas de juros reduzidas e prazos estendidos. Modalidade se consolida como alternativa viável para quem busca crédito de maior volume com condições mais atrativas.

Redação Conexão Oeste
Home Equity cresce no Brasil e oferece crédito com juros menores para proprietários

Crédito com garantia de imóvel em expansão no Brasil

O mercado de crédito brasileiro iniciou 2026 em ritmo acelerado, com destaque para uma modalidade que vem ganhando força entre pessoas físicas e empresários: o empréstimo com garantia de imóvel, conhecido popularmente como Home Equity. No primeiro trimestre do ano, essa linha de crédito atingiu um volume histórico de R$ 3,166 bilhões, registrando aumento de 25,83% em comparação com o mesmo período de 2025.

O crescimento expressivo ocorre em um contexto econômico desafiador, onde as alternativas tradicionais de financiamento permanecem com custos elevados. Com projeções de redução mais lenta nas taxas de juros, consumidores buscam estruturas de endividamento mais equilibradas e sustentáveis ao longo do tempo.

Por que o modelo atrai consumidores

A modalidade se destaca por três características principais que a tornam atrativa:

  • Taxas de juros reduzidas: o custo total é significativamente menor comparado a outras linhas de crédito
  • Prazos longos: possibilidade de parcelar o débito por até 20 anos, resultando em prestações mais acessíveis
  • Valores maiores: instituições liberam até 60% do valor total de avaliação do imóvel

O funcionamento é direto: o proprietário oferece sua casa, apartamento ou imóvel comercial como garantia junto ao banco. Em troca, a instituição libera recursos proporcionais ao valor do bem, permitindo que o cliente continue residindo ou utilizando a propriedade normalmente.

Regulamentação impulsiona o setor

Um dos principais fatores responsáveis pelo recorde é o Marco das Garantias, nova regulamentação do Conselho Monetário Nacional que desburocratizou o setor. A norma permite que um único imóvel sirva como garantia em múltiplas operações de crédito, aumentando a flexibilidade para decisões estratégicas dos proprietários.

Critérios rigorosos para aprovação

Apesar da expansão, as instituições financeiras mantêm processos seletivos rigorosos. O imóvel precisa atender a três conjuntos de critérios:

Documentação legal: matrícula atualizada, ausência de débitos de IPTU ou taxas condominiais, documentos como planta e Habite-se em dia.

Localização e valor: bancos priorizam propriedades em áreas urbanas consolidadas, com infraestrutura completa e proximidade a serviços essenciais. Engenheiros realizam avaliação técnica para garantir compatibilidade com o mercado.

Condições físicas: o imóvel deve estar em bom estado de conservação, sem problemas estruturais graves que depreciem seu valor. Propriedades residenciais e comerciais recebem aprovação mais rápida que terrenos não edificados ou propriedades rurais.

Segurança e responsabilidade financeira

Dados do setor mostram que o risco de inadimplência é reduzido. A taxa de contratos que chega à fase de leilão do imóvel varia historicamente entre 0,8% e 1,3% ao ano, indicando grande segurança jurídica da modalidade.

Especialistas recomendam que os recursos sejam destinados a finalidades estratégicas: consolidação de dívidas mais caras, reorganização orçamentária ou investimento em negócios próprios. O uso para consumo imediato deve ser evitado.

Os custos acessórios, como avaliação técnica, registro em cartório e seguros obrigatórios, são detalhados transparentemente e cobrados apenas no momento da assinatura do contrato, sem exigência de pagamento antecipado.

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Com informações de G1 Paraná

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