Portal de Notícias do Oeste do Paranáterça-feira, 28 de julho de 2026
Segurança

Funcionário de agência de turismo é preso por fraude de R$ 600 mil em Maringá

Um colaborador de confiança de uma agência de turismo em Maringá foi detido por criar empresa fraudulenta com nome similar, desviando valores de clientes e causando prejuízo de meio milhão de reais.

Redação Conexão Oeste
Funcionário de agência de turismo é preso por fraude de R$ 600 mil em Maringá

Golpe sofisticado em agência de turismo

A Polícia Civil do Paraná prendeu preventivamente um funcionário acusado de executar um complexo esquema de fraude em uma agência de turismo localizada em Maringá, na região norte do estado. Jorge Pereira dos Santos Junior, que atuava no setor financeiro da empresa há aproximadamente seis anos, utilizou sua posição de confiança para desviar recursos de clientes e da própria organização.

De acordo com as investigações conduzidas pelo delegado Fernando Garbelini, o suspeito criou uma empresa homônima em uma cidade da região onde sua família reside. Através dessa empresa fictícia, ele recebia valores transferidos por clientes que acreditavam estar pagando pelos serviços da agência legítima, por meio de boletos bancários e transferências eletrônicas.

Métodos e prejuízos

A fraude foi descoberta pela proprietária da empresa no início de julho, quando ela identificou a existência da empresa paralela e percebeu que diversos clientes estavam realizando pagamentos em contas vinculadas ao esquema criminoso. A investigação revelou que Jorge agiu de formas distintas para perpetuar o golpe:

  • Criou credenciais fraudulentas como agente de turismo, cargo que nunca exerceu oficialmente
  • Emitiu passagens aéreas e reservas hoteleiras para si mesmo e familiares de forma irregular
  • Utilizou indevidamente um cartão corporativo da agência para realizar viagens internacionais e passeios no Brasil

Conforme relatado pelo delegado, o acusado aproveitava os desvios para manter um padrão de vida luxuoso. Realizou viagens para a Europa, festas durante o Carnaval no Rio de Janeiro e outras despesas que estavam diretamente ligadas ao dinheiro desviado da empresa.

Investigação em andamento

Embora o prejuízo estimado chegue a R$ 600 mil, os números podem ser ainda maiores. A empresa só teve conhecimento das fraudes há aproximadamente dois anos, porém o período total de crimes pode ser mais extenso. A análise de documentos continua em progresso, e as autoridades acreditam que outras pessoas possam estar envolvidas no esquema.

A defesa de Jorge Pereira dos Santos Junior optou por não fazer pronunciamentos sobre o caso neste momento. O processo segue em investigação para esclarecer toda a amplitude da operação fraudulenta.

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Com informações de G1 Paraná

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