Portal de Notícias do Oeste do Paranádomingo, 26 de julho de 2026
Meio Ambiente

Foz do Iguaçu celebra nascimento de 17 filhotes de espécie ameaçada de extinção

O Parque das Aves em Foz do Iguaçu registra sucesso reprodutivo inédito com 17 filhotes de perereca-rústica, espécie criticamente ameaçada da Mata Atlântica. A conquista representa avanço importante em programas de conservação de anfíbios.

Redação Conexão Oeste
Foz do Iguaçu celebra nascimento de 17 filhotes de espécie ameaçada de extinção

Sucesso na conservação de anfíbio raro em Foz do Iguaçu

Uma pequena perereca que habita exclusivamente a Mata Atlântica acaba de protagonizar um feito histórico em Foz do Iguaçu. Dezessete filhotes nasceram no Parque das Aves, marcando um ponto de virada nos esforços para salvar a perereca-rústica da extinção.

A espécie é considerada uma das mais vulneráveis do país. Levantamentos recentes em seu habitat natural identificaram apenas cinco indivíduos sobreviventes, o que demonstra a urgência das ações de proteção. O nascimento dos filhotes em cativeiro, portanto, não representa apenas números – simboliza a possibilidade concreta de reverter um cenário crítico.

Ciência a serviço da natureza

O sucesso reprodutivo resulta de trabalho sistemático envolvendo profissionais de diferentes especialidades. Veterinários, biólogos e pesquisadores acompanharam cada etapa do desenvolvimento, desde o manejo dos adultos até o monitoramento contínuo dos filhotes.

Segundo Roberta Manacero, diretora técnica da instituição, o resultado reflete anos de dedicação: "Cada filhote fortalece nossa esperança de construir um futuro mais seguro para a perereca-rústica. Isso demonstra que planejamento rigoroso e colaboração institucional geram avanços reais."

O trabalho desenvolve o conceito de população de segurança, estratégia que visa criar um grupo geneticamente viável capaz de contribuir futuramente para repovoamento em ambientes naturais, sempre seguindo protocolos científicos rigorosos.

Parceria que funciona

O projeto integra uma rede colaborativa que ultrapassa as fronteiras do Oeste paranaense. O Parque das Aves trabalha em conjunto com:

  • Zoológico de São Paulo
  • Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios (ICMBio)
  • Universidade Federal de Santa Maria

A iniciativa faz parte do Plano de Ação Nacional para Conservação de Anfíbios e Répteis Ameaçados de Extinção da Região Sul, demonstrando como instituições unidas potencializam os resultados de conservação.

Pesquisa em campo complementa esforços

Além do trabalho em cativeiro, o Parque das Aves participa ativamente de expedições na Mata Atlântica, coordenadas pela bióloga Elaine Lucas, responsável pela descoberta original da espécie. Essas incursões permitem entender melhor como a população se distribui e quais são as condições ideais para sua sobrevivência.

"Para quem acompanha essa espécie na natureza, saber que ela está se reproduzindo sob cuidados humanos renova nossas esperanças. Cada indivíduo é precioso quando falamos de uma população tão reduzida", ressalta Elaine, coordenadora do projeto.

Impacto regional

O feito coloca Foz do Iguaçu novamente em destaque nas ações de sustentabilidade. O Parque das Aves, que completou 31 anos em 2025 e é o atrativo mais visitado do Paraná após as Cataratas, reafirma seu papel como instituição fundamental para a proteção da biodiversidade regional. Cada visita de turista contribui para financiar esses programas de conservação que colocam o Oeste paranaense na vanguarda da proteção ambiental brasileira.

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Com informações de G1 Paraná

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