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Economia

Famílias do Paraná recorrem ao crédito imobiliário para reorganizar finanças

Com o custo de vida em alta, brasileiros transformam empréstimos com garantia de imóvel em estratégia de longo prazo. Modalidade registra crescimento recorde e oferece taxas muito menores que outras formas de crédito.

Redação Conexão Oeste
Famílias do Paraná recorrem ao crédito imobiliário para reorganizar finanças

Crédito com garantia imobiliária ganha espaço nas estratégias financeiras

O cenário econômico desafiador levou as famílias brasileiras a buscarem novas formas de equilibrar suas contas. Segundo dados de instituições financeiras especializadas, cerca de seis em cada dez brasileiros que contrataram empréstimos nos últimos dois anos fizeram isso para quitar dívidas existentes e reorganizar seu fluxo de caixa.

No Paraná, onde o custo de vida segue em alta, essa tendência é particularmente relevante. Um levantamento recente da Serasa mostra que sete entre dez brasileiros sentiram o aumento nas despesas diárias ao longo dos últimos 12 meses. Apenas uma pequena parcela da população consegue administrar os pagamentos recorrentes sem dificuldades.

Despesas básicas consomem mais da metade do orçamento

Alimentação, contas essenciais e moradia já comprometem aproximadamente 57% do orçamento familiar médio. Nas regiões Sul e Sudeste, onde está o Paraná, esses números são ainda mais preocupantes, com custos mensais médios em torno de R$ 3.520.

Diante dessa realidade, as famílias deixaram de ver o crédito apenas como solução emergencial. Passou a ser um instrumento de planejamento que considera médio e longo prazo. Os dados indicam que os períodos de maior contratação ocorrem nos meses de abril, julho e outubro, quando famílias e empresários fazem revisão de orçamentos e buscam previsibilidade.

Home Equity cresce em ritmo acelerado

A modalidade de empréstimo com garantia de imóvel, conhecida internacionalmente como Home Equity, registrou crescimento expressivo. No primeiro trimestre de 2026, as concessões atingiram patamares recordes, com aumento superior a 25% em relação ao período anterior.

Essa linha de crédito se destaca por oferecer condições significativamente melhores que outras modalidades. As taxas médias praticadas no mercado variam entre 1,12% e 1,80% ao mês – bem inferior ao empréstimo pessoal tradicional, que cobra em média 6,67% mensais. Os prazos de pagamento podem alcançar até 20 anos.

Flexibilidade e segurança na contratação

Uma das vantagens dessa modalidade é a liberdade de uso do recurso. Diferentemente do financiamento imobiliário, o dinheiro pode ser destinado livremente: quitação de dívidas caras como rotativo do cartão, capital de giro para pequenos negócios ou investimentos em infraestrutura e reformas.

O proprietário mantém a posse do imóvel durante todo o contrato, podendo continuar residindo nele ou alugando-o para gerar renda extra. O risco de perda do bem existe apenas em caso de inadimplência persistente, mas dados do setor mostram que leilões afetam menos de 2% dos contratos anualmente.

Custos e limites da operação

Além dos juros, o empréstimo envolve custos adicionais como registros em cartório e seguros obrigatórios. As instituições liberam até 60% do valor do imóvel, servindo como proteção tanto para o banco quanto para o cliente. Alguns bancos especializados nessa modalidade oferecem limites de até R$ 10 milhões com prazos estendidos.

A mudança de comportamento dos consumidores reflete uma maior conscientização sobre o uso estratégico do crédito. As famílias buscam agora soluções com parcelas equilibradas e prazos alongados, transformando o que era ferramenta de consumo imediato em instrumento de reorganização financeira estruturada.

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Com informações de G1 Paraná

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