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Educação

Escola em Rio Bonito do Iguaçu reabre após reconstrução de oito meses pós-tornado

O Colégio Estadual Ludovica Safraider retoma suas atividades normais nesta segunda-feira, recebendo novamente seus 379 alunos. A instituição foi reconstruída após ser devastada pelo tornado de novembro de 2025 que destruiu 90% da cidade.

Redação Conexão Oeste
Escola em Rio Bonito do Iguaçu reabre após reconstrução de oito meses pós-tornado

Volta às aulas marca reconstrução em Rio Bonito do Iguaçu

A segunda-feira marca um momento importante para a educação no Oeste do Paraná. O Colégio Estadual Ludovica Safraider, localizado em Rio Bonito do Iguaçu, reabre as portas para receber seus alunos no início do segundo semestre letivo de 2026. Após oito meses de interdição causada pelo devastador tornado que atingiu a região em novembro de 2025, a instituição foi parcialmente reconstruída para retomar suas operações normais.

Durante o período de fechamento da escola, os 379 estudantes foram realocados em diferentes espaços. Ao término do ano letivo de 2025, os alunos completaram seus estudos nas instalações da Universidade Federal da Fronteira Sul, em Laranjeiras do Sul. No primeiro semestre deste ano, todas as turmas funcionaram na Escola Municipal Irmã Dulce, na zona rural de Rio Bonito do Iguaçu.

Estrutura adaptada para receber comunidade escolar

Embora as obras de reconstrução ainda não estejam completamente finalizadas, o primeiro bloco da escola foi preparado para acomodar toda a população estudantil. A estratégia evita que os alunos precisem continuar se deslocando para localidades vizinhas.

A estrutura atual conta com seis salas de aula permanentes, complementadas por três espaços temporários adaptados em outras áreas da escola. Duas salas funcionam na biblioteca e uma no laboratório de informática. A secretaria foi reorganizada para abrigar também a sala dos professores, permitindo que as turmas operem normalmente nos períodos matutino, vespertino e noturno, incluindo a Educação de Jovens e Adultos.

A Secretaria de Estado de Educação confirmou que a cozinha e os sanitários estão operacionais, com as devidas adaptações. O transporte escolar também foi readequado, retomando o trajeto regular com embarque direto na instituição, eliminando a necessidade de paradas intermediárias.

Investimento milionário em reconstrução

Dois contratos conduzem a reconstrução da escola. O primeiro, avaliado em R$ 3.342.070,23, contempla a recuperação dos Blocos 1 e 2, com execução em 44,14%. Quando concluído, o Bloco 2 fornecerá duas novas salas de aula, um laboratório de ciências e dois banheiros adicionais.

Um segundo contrato, no valor de R$ 408.821,72 com 27,91% de progresso, aborda projetos para a reconstrução da quadra coberta, expansão das salas de aula e do laboratório, além de reformas no bloco administrativo.

Rio Bonito no mapa dos tornados do Brasil

O tornado de novembro de 2025 que atingiu Rio Bonito do Iguaçu foi um dos mais devastadores registrados na região, destruindo aproximadamente 90% da cidade. O fenômeno integra uma série de eventos climáticos severos que acometeram o Paraná entre 2025 e 2026.

Nesse período, 13 tornados foram documentados no estado. O primeiro ocorreu em setembro em Santa Maria do Oeste. Em novembro, três tornados particularmente intensos atingiram a região central: Turvo, Guarapuava e Rio Bonito do Iguaçu. Durante 2026, eventos similares ocorreram em Mercedes, São José dos Pinhais, Foz do Iguaçu e cidades dos Campos Gerais.

Especialistas apontam que o Paraná situa-se em uma das áreas mais propensas à formação de tornados no planeta. O estado integra o segundo maior corredor de tornados do mundo, superado apenas pelas pradarias centrais dos Estados Unidos. A combinação de sistemas convectivos originários do Paraguai, entradas de frentes frias associadas a ciclones do litoral sul e as particularidades do relevo criam condições ideais para a instabilidade atmosférica e formação dessas tempestades severas.

A reabertura da escola representa não apenas a recuperação de uma instituição, mas também um símbolo da resiliência da comunidade do Oeste paranaense diante dos desafios climáticos que caracterizam a região.

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Com informações de G1 Paraná

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