Criança agredida em Francisco Beltrão segue bem, confirma delegado da PC-PR
A menina de três anos agredida pelo pai em Francisco Beltrão está bem de saúde, segundo a Polícia Civil. O pai foi preso preventivamente após investigação revelar histórico de violência contra as crianças.

Menina agredida segue bem após incidente em Francisco Beltrão
A criança de três anos que sofreu uma agressão do próprio pai no fim de semana em Francisco Beltrão encontra-se em bom estado de saúde. A confirmação veio do delegado Ricardo Moraes, responsável pela investigação na Polícia Civil do Paraná.
O delegado informou que peritos realizaram avaliação médica completa na menina e aguarda os laudos oficiais para maiores detalhes sobre o ocorrido. "Apesar de ser bastante repugnante a filmagem, felizmente não houve maiores sequelas para a menina", declarou Moraes em pronunciamento na sexta-feira.
Como tudo começou
O incidente foi registrado por câmera de segurança no último domingo. As imagens mostram o homem caminhando pela calçada com a filha e o filho de cinco anos quando, sem motivo aparente, chuta a menina, que cai ao solo. Logo após, um empresário local chamado José Fernandes tentou intervir para defender a criança, mas foi confrontado pelo agressor.
A mãe das crianças só descobriu o ocorrido após ver o vídeo circulando em redes sociais. Ela registrou o boletim de ocorrência na terça-feira, dando início à investigação policial.
Investigação revelou histórico de agressões
Quando compareceu à delegacia na quarta-feira, o homem afirmou ter chutado a filha porque ela estava chorando. Disse estar arrependido e emocionado. Inicialmente não foi preso por não haver flagrante delito segundo critérios policiais.
Porém, a continuidade da investigação revelou um padrão preocupante. A polícia identificou que o padrasto também havia agredido o enteado anteriormente, deixando marcas no rosto da criança supostamente causadas com cinto ou madeira. Com essas informações, a Justiça expediu mandado de prisão preventiva, cumprido na quinta-feira.
Medidas de proteção acionadas
A Polícia Civil instaurou inquérito formal investigando lesão corporal. Foram solicitadas medidas protetivas de urgência para a menina, seu irmão e a mãe. O Conselho Tutelar também foi acionado e acompanha o caso.
A polícia ouviu a mãe das crianças, avós maternos e um tio. Os familiares do pai não foram entrevistados pois residem em Santa Catarina e mantinham pouco contato com ele, mas podem ser convocados para depoimento se necessário.
Com o homem detido, o prazo para conclusão do inquérito é de dez dias, podendo ser prorrogado conforme necessário.
Com informações de G1 Paraná