Câmera de segurança registra discussão fatal entre policial e advogado em Cascavel
Imagens de segurança documentam os momentos que precederam o assassinato do agente João Ezequiel Baptista Pereira, de 52 anos, morto pelo amigo advogado Jean Oliver Jose Garcia em Cascavel. O crime ocorreu por desentendimento sobre batidas no portão.

Homicídio registrado em câmera de segurança no Oeste do Paraná
Um crime que chocou a região do Oeste paranaense foi integralmente documentado por câmeras de segurança. O agente de Polícia Judiciária João Ezequiel Baptista Pereira, 52 anos, foi morto por disparo de arma de fogo em Cascavel, no domingo passado, em uma situação que envolveu um amigo de longa data.
As gravações de segurança mostram o momento exato em que a vítima chega ao imóvel e bate no portão da residência. O proprietário, o advogado Jean Oliver Jose Garcia, 45 anos, sai da casa armado e confronta o policial, que também portava arma. Os dois entram em discussão acalorada, saindo em seguida do alcance da câmera.
O que motivou o crime
Conforme investigações da Polícia Civil, o desentendimento começou por um motivo aparentemente trivial. O interfone da casa estava danificado, e havia uma instrução para que os visitantes batessem no portão. Porém, o proprietário desgostou da forma como o policial realizou o procedimento, chegando a alegar que a vítima teria chutado o portão.
De acordo com declarações do delegado responsável pelo caso, Fabiano Moza, o policial havia comparecido ao local para buscar sua esposa, que participava de uma confraternização na residência.
Registros de áudio revelam detalhes cruciais
O áudio das câmeras de segurança captura momentos da discussão entre os dois. É possível ouvir o policial chamando o outro por "irmão" e pedindo repetidamente para que a situação fosse encerrada. Poucos minutos após os dois saírem do alcance visual, três disparos são ouvidos nas imagens.
As perícias posteriores indicaram que João Ezequiel foi atingido três vezes, incluindo um tiro na cabeça, não tendo qualquer oportunidade de se defender ou reagir. A quantidade de disparos não se enquadra nos critérios de legítima defesa, segundo a análise policial.
Investigação e encaminhamentos legais
Jean Oliver Jose Garcia foi preso em flagrante no local do crime e posteriormente indiciado pela acusação de homicídio qualificado por motivo fútil. Sua defesa comunicou que não realizará manifestações públicas sobre o caso.
A vítima era agente lotado na Delegacia de Polícia de Santa Tereza do Oeste. A corporação de polícia emitiu nota oficial lamentando o falecimento e ressaltando a dedicação e profissionalismo do agente ao longo de sua carreira na segurança pública.
Com informações de G1 Paraná