Portal de Notícias do Oeste do Paranádomingo, 26 de julho de 2026
Segurança

Assassino foragido há 16 anos é capturado na Itália após matar casal em crime neonazista

João Guilherme Correa, condenado pela morte do casal Bernardo e Renata em Quatro Barras em 2009, foi preso na Itália após operação de cooperação internacional. O crime ocorreu durante disputa interna de grupo nazista.

Redação Conexão Oeste
Assassino foragido há 16 anos é capturado na Itália após matar casal em crime neonazista

Foragido desde 2009 é localizado em operação internacional

As autoridades italianas prenderam, no sábado (27), João Guilherme Correa, homem de 35 anos procurado há mais de uma década por homicídio qualificado. A captura ocorreu na região de Pavia, próxima a Milão, através de uma operação coordenada entre a polícia italiana e a Polícia Civil do Paraná.

Correa era foragido desde dias antes do julgamento que o condenaria pela morte do casal Bernardo Pedroso, 24 anos, e Renata Ferreira, 21 anos. O duplo homicídio aconteceu em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, em 2009.

Crime envolveu extremismo e disputa de poder

As mortes estavam vinculadas a uma disputa de liderança dentro de um grupo que simpatizava com ideologia nazista. O casal foi assassinado pouco após sair de uma festa que comemorava o aniversário de Adolf Hitler, realizada em uma chácara em Campina Grande do Sul.

Segundo as investigações, após deixarem o evento, Bernardo e Renata foram interceptados no trajeto em Quatro Barras. Dois indivíduos encapuzados desceram de um segundo veículo armados com pistolas e dispararam contra o casal, que faleceu no local.

Condenação e fuga

João Guilherme recebeu sentença de 35 anos e dois meses de prisão. Contudo, antes que a sentença fosse executada, conseguiu fugir do Brasil. As investigações indicaram que ele havia se deslocado para a Europa, informação que levou à cooperação internacional que resultou em sua prisão.

Além da condenação por homicídio, Correa era alvo de um mandado de prisão preventiva por crimes de racismo e apologia ao nazismo, conforme informou o delegado William Araújo Ribeiro, da Polícia Civil do Paraná.

Outros condenados e esperança das famílias

Ricardo Barollo, apontado como mandante do crime, foi condenado a 48 anos e 9 meses e preso após sentença. Jairo Maciel Fisher recebeu pena de 32 anos e três meses. A investigação original envolveu seis indivíduos, sendo dois absolvidos no julgamento.

A família de Renata Ferreira, por meio de seu advogado José Carlos Portella Junior, manifestou alívio com a prisão de Correa e espera que ele seja extraditado para o Brasil para cumprir sua sentença no país.

Procedimentos de extradição em andamento

Conforme a Polícia do Paraná, o preso permanecerá à disposição das autoridades competentes para os trâmites de extradição através dos mecanismos de cooperação internacional. A localização de Correa é resultado de investigações persistentes que rastrearam sua movimentação desde a fuga em 2009.

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Com informações de G1 Paraná

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